Durante anos, achei que a timidez era um obstáculo para o sucesso. Cresci com a ideia de que, para ser ouvido, teria de falar mais alto, mostrar mais energia e ocupar mais espaço.
Só que o meu percurso fez-se precisamente no lugar oposto: atrás da câmara. Fotografei discotecas, casamentos, palestras, espetáculos e formações. Passei anos a observar pessoas que conseguiam prender a atenção de uma sala, inspirar e provocar mudança.
Quando finalmente virei a câmara para mim, descobri que o problema não era a câmara. Era aquilo que acontecia na minha cabeça: o medo do julgamento, dos comentários e da exposição.
Foi ao observar e estudar essa diferença que encontrei uma perspetiva que mudou a minha forma de comunicar. O que me faltava não era transformar-me num extrovertido. Era conseguir ligar aquilo que pensava ao que sentia e libertar isso na comunicação.
A emoção é o fator X. Quando comunicamos com emoção, não transmitimos apenas informação. Podemos fazer alguém sentir alegria, tristeza, medo, raiva, inspiração ou motivação. A comunicação deixa de ser apenas aquilo que dizemos e passa também a ser aquilo que provocamos.
A grande mudança foi perceber que introversão e extroversão não são caixas absolutas. Muitas vezes, aquilo que ainda não mostramos não está ausente. Está apenas por libertar.
O fator X está dentro de nós.
Ideias da palestra
O fator X não é extroversão. É emoção.
A câmara não nos julga. O julgamento acontece primeiro na nossa cabeça.
Quando comunicamos com emoção, conseguimos fazer o outro sentir.
O fator X está dentro de nós.